
O trio condenado por assassinar, esquartejar
e praticar canibalismo e ocultação de cadáver de uma adolescente de Olinda será
julgado por mais dois assassinatos de mulheres. Conhecidos como os “Canibais de
Garanhuns”, Jorge Beltrão, Isabel Pires e Bruna Silva sentarão o banco dos réus
a partir desta quinta-feira (28) para audiência de instrução e julgamento pelas
mortes de Alexandra Falcão, 20 anos, e Giselly Helena, 31.
Essas duas mortes foram praticadas em 2012.
Segundo as investigações coordenadas pela Polícia Civil, os réus criaram uma
seita imaginária chamada Cartel, que tinha por objetivo diminuir a densidade
demográfica. Para isso, deveriam exterminar mulheres que tivessem filhos, mas
sem condições de criá-los. Jorge Beltrão seria o mentor da seita.
As duas mulheres foram atraídas para a casa
do trio com a proposta de emprego de babás e um bom salário. Na residência,
foram assassinadas, tiveram o sangue retirado, depois os corpos divididos em
várias partes. A carna humana foi congelada e, posteriormente, serviu de
alimentação para Jorge, Bruna, Isabel e uma criança que vivia com eles, filha
da primeira vítima.
O mais impressionante é que o trio confessou
que ainda recheava salgados, como empadas e coxinhas, com os restos mortais das
vítimas, para vender pelas ruas de Garanhuns. O caso teve repercussão
internacional.
Após a fase de audiências de instrução e julgamento,
sem prazo para a conclusão, a Justiça definirá se os réus serão julgamentos em
júri popular na Comarca de Garanhuns.
No ano passado, o trio foi condenado pela
morte de Jéssica Camila. O júri popular aconteceu no Fórum de Olinda. Jorge
cumpre pena no Presídio Desembargador Augusto Duque, em Pesqueira. Já as
mulheres estão na Colônia Penal Feminina de Buíque.
Do JC online