(fonte/foto: Jornal do Commércio)
Enquanto vários
municípios do Sertão pernambucano reclamam da falta de segurança pública, o
governador Paulo Câmara (PSB) parece ter outras prioridades. Na terça-feira
(20), ele revelou o que considera os principais gargalos enfrentados por sua
gestão: A situação dos presídios pernambucanos, classificada pela Human Rights
Watch (HRW) como calamitosa. “Eu vou listar quatro desafios grandes que estamos
enfrentando: a questão da saúde, segurança, água e sistema prisional”, disse
durante entrevista à rádio CBN.
O governador
aposta na construção de um presídio de segurança máxima no Estado. O projeto,
porém, não tem data para sair do papel e nem a cidade escolhida para receber a
unidade. “Vamos buscar recursos para fazer uma unidade que possa receber presos
de alta periculosidade. Não é um projeto barato. Estamos buscando verba
federal, mas a gente tem que atuar no sentido de que se não houver essa verba a
gente vai realizar. Agora não tenho condições nenhuma de iniciar uma obra desse
porte, mas espero ter condição ainda no nosso governo”, declarou.
Uma alternativa
mais urgente para o governo estadual é a conclusão das unidades de Tacaimbó,
ainda este ano, e de Araçoiaba, com prazo de dois anos, para reduzir em parte a
superlotação verificada nas penitenciárias pernambucanas. A conclusão do
presídio de Itaquitinga, cujas obras estão paradas, também está na mira do
governo.
No total, pelas
contas do governo, cerca de cinco mil vagas serão criadas com essas unidades,
sendo 800 em Tacaimbó, duas mil em Araçoiaba e duas mil em Itaquitinga. “Vamos
concluir o que está em andamento. A gente tem interesse, se conseguirmos uma
equação financeira legal, de terminar dois pavilhões que foram feitos pela
iniciativa privada em Itaquitinga. O Estado assumiria eles”, garantiu.
Parceria
Para o
governador, a parceria com o Poder Judiciário e o Ministério de Público de
Pernambuco também pode ajudar a diminuir o atual número de detentos em
Pernambuco. “Vamos fazer com que os presos que estão em regime provisório e não
foram devidamente julgados tenham julgamentos mais céleres. Só ficar preso quem
tenha a culpa de estar ali em regime fechado”, declarou.

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